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O ouro vai depender da inspiração

inserido em 29/07/2012 às 03:09:00

Medalhista de prata nos Jogos de Pequim-2008, Bruno Prada é bem menos conhecido que seu parceiro na classe Star, Robert Scheidt. Mas o proeiro do bicampeão olímpico terá uma grande importância na Olimpíada de Londres na competição de vela que começa hoje, às 9h35 - mais cedo, Jorge Zarif faz estreia em Jogos na classe Finn. Prada tentará conquistar uma medalha de ouro inédita em seu vitorioso currículo e poderá estragar a festa dos donos da casa, os britânicos Iain Percy e Andrew Simpson que, junto com os brasileiros, também são considerados como favoritos. Nesta entrevista exclusiva ao Estado, Prada fala da expectativa da estreia e conta como é sua relação com o ídolo nacional. Você forma uma vitoriosa dupla com o Robert Scheidt, mas sempre é colocado como o fiel escudeiro. Como é isso para você? O Robert merece todo reconhecimento que ele tem, pois na minha opinião ele já é o maior atleta brasileiro de todos os tempos. Então, fica difícil competir por espaço. Mas, independentemente disso, sou tricampeão mundial, medalhista olímpico e mereço o respeito. Só que não tenho problema algum em ter menos espaço que ele, acho que o Robert merece isso por tudo que fez na carreira. Muitas pessoas dizem que ele é um velejador de outro mundo. Você o enxerga desta forma? Ele é uma máquina. Tem a dedicação e a vontade de um juvenil, com a experiência de um veterano. Acho que essa é a fórmula para ele ser tão bom. Acima de tudo, e eu também me incluo nesse grupo, ele gosta do que faz. Nós somos apaixonados por velejar e, quando não estamos competindo velejando, a gente descansa velejando. Na minha opinião, quando alguém faz alguma coisa, tem de gostar muito. Como é essa raia de Weymouth? Nós já viemos aqui umas seis ou sete vezes. A água é muito fria, o vento às vezes muda de direção. O bom de nossa dupla é que temos a capacidade de manter a média em todos os tipos de vento. Vocês tem um meteorologista à disposição para ajudar na leitura do clima antes da prova. Isso é importante? Ele é mais uma fonte de informação para a gente. Temos confiança no trabalho dele e acho que é o melhor que existe. Ele te dá as condições e depende de você observar e decidir. Certa vez, na China, ele disse para a gente que no final da tarde o vento mudaria de direção e sopraria para a esquerda. Aí nós largamos mal, estávamos bem atrás e vimos todo mundo indo para a direita. Então falei com o Robert sobre a dica dele e optamos por ir para a esquerda. Deu certo e acabamos nos recuperando e chegando em terceiro. Dá para comparar sua participação em Pequim e agora em Londres? Eu tive uma transformação física muito grande de lá para cá. Tive de passar de 98 kg para 112 kg e isso é muito duro com o corpo. Agora já estou adaptado a este peso. Quais são seus sonhos na vela? Eu tenho 32 anos de competições, comecei pequenininho na Optimist e, para ser sincero, eu não tenho muitos sonhos. Acho que estou vivendo o grande sonho, pois já fui tricampeão mundial, medalhista olímpico, medalhista pan-americano, consegui conquistar todos os títulos que um atleta pode querer, não está faltando nada. Talvez o ouro olímpico, mais uma medalha, mas estou muito feliz com o nosso projeto e talvez o sonho seja competir em uma Olimpíada no Brasil. Isso seria muito bacana. Tem fôlego para chegar nos Jogos em 2016? Vou ter 44 anos. Vontade eu tenho, precisa ver se realmente vou ter a capacidade física, isso vai depender de como ficará depois da Olimpíada. Terei de fazer alguns testes caso tenha mesmo de trocar de categoria e ver se aguento. Hoje, a classe Finn, que seria a mais indicada para melhor adaptação do meu peso e tamanho, é muito física, desgastante mesmo. A Star também exige muito, mas precisa ver se eu consigo aguentar. É tudo uma questão de testes que vou fazer após o encerramento de nossa participação aqui em Londres. O torcedor brasileiro verá vocês dois no alto do pódio? Se estivermos em uma semana inspirada, é bem possível. As coisas precisam dar certo, não podemos ter desclassificação ou alguma quebra, por exemplo. Eu acho que temos uma chance muito boa de medalha, o ouro vai depender da inspiração da semana.

PAULO FAVERO , ENVIADO ESPECIAL / LONDRES - O

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