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sexta, 23 de junho de 2017

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Pescador denuncia falta de medicamentos na UBS de Tocos

Reclamações que faltam medicamentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBs) e Postos de Urgência (PUs) não é de hoje no município de Campos. A mais recente denúncia é do pescador Gilsivan Soares Crespo, 39 anos. Segundo ele, que é morador da localidade de Tocos, na Baixada, sua mãe, de 65 anos, que é diabética e hipertensa, precisa fazer uso contínuo de remédios específicos para tais enfermidades, além de aplicação de insulina, no entanto, pelo menos seis, dos nove medicamentos que ela necessita, estão em falta na UBS de Tocos desde o início do ano.

O pescador também disse que faltam seringas e agulhas para aplicação da insulina. Diante do transtorno, a família tem se sacrificado para comprar os medicamentos: Haloperidol; Lipidil; Omeprazol; Aldactone; Diamicron, este custa em torno de R$ 145; Ciprofibrato, além das seringas e agulhas, para garantir que a paciente continue no tratamento.

“A última vez em que consegui apanhar alguns remédios foi em janeiro. De lá para cá, não consegui pegar mais nenhum, porque simplesmente não tem. Inclusive, ontem mesmo (terça-feira) fui ver se tinha um remédio para mim, que estou com princípio de pneumonia, mas também não achei e tive de comprar”, mencionou o pescador.

Gilsivan falou ainda da dificuldade em conseguir marcar um médico endocrinologista para sua mãe. “Fui hoje (quarta-feira) marcar para minha mãe ser atendida na quarta que vem só que não consegui, porque só tem vaga para o final do mês que vem. Acontece que as receitas da minha mãe irão vencer e, se ela não for ao médico não tem como renovar o receituário”, lamentou o pescador informando que ainda essa semana irá protocolar uma denúncia no Ministério Público, caso a situação não seja resolvida.

O Site Ururau entrou em contato com a superintendência de Comunicação (Supcom) da Prefeitura de Campos para saber os reais motivos da falta de medicamentos no município, que informou através de nota, “o chefe do Departamento de Assistência Farmacêutica (DAF) da secretaria municipal de Saúde, Kleber Ferreira Porto, informou que não procede a informação de que há medicamentos em falta desde o início do ano. Uma nova remessa de Haloperidol já foi solicitada, faltando a conclusão dos trâmites administrativos. Lipidil não faz parte da relação municipal de medicamentos. 

O município conta com estoque de Omeprazol e o chefe do DAF vai apurar o porquê a unidade está sem o medicamento. O Espironolactona (Aldactone) e Glicazida (Diamicron) são encontrados nas Unidades Pré-Hospitalares (UPHs), onde há farmacêuticos atendendo à população. Quanto aos demais, as providências para aquisição também já foram tomadas e seguem trâmites administrativos conforme legislação vigente”.

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