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quinta, 20 de setembro de 2018

Meteorologista: "não haverá temporal nos próximos dias"

Publicado em: 12/03/2018 19:13

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O índice pluviométrico dos últimos quatro dias já é superior ao esperado para o mês inteiro de março. Em toda região e, mais especificamente em Campos, a chuva intensa que vem caindo desde a última quinta-feira (08/03), trouxe transtorno e prejuízos para população.

No entanto, em algumas cidades, como em São João Barra, por exemplo, que fica a cerca de 40 km da Planície Goitacá, não houve temporal nem alagamentos. Isso tem alguma explicação, segundo o meteorologista e professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) Darcy Ribeiro, Valdo da Silva Marques.

“Passou pela região uma frente fria, que é um cavado de baixa pressão e dentro desse cavado, nós temos áreas com maiores intensidades e outras com menores intensidades, que nós chamamos de células de precipitação. Essas células podem se localizar em regiões bem restritas, como é o caso de Campos e não ocorrer para o litoral [em SJB, por exemplo]”.

Quanto a períodos de chuva mais intensa e em outras épocas não, o professor informou que se trata de uma variabilidade climática, ou seja, variabilidade interanual entre um ano e outro. Nesse caso, podem-se ter variações apreciáveis, mas isso não quer dizer que esteja havendo um aumento progressivo de chuva.

“Se você pegar um histórico de Campos, por exemplo, eu tenho dados de 100 anos da cidade, desde antes do século passado, que nós temos períodos de valores altíssimos de precipitação e outros bem baixos. Então é uma variação natural”, disse.

Quanto ao mês de março, que é um período de muitas chuvas, Marques afirmou que em termos de previsão não há expectativa de temporais e chuvas intensas para essa segunda quinzena do mês, mas ainda há possibilidade de chuvas, não em grande volume, ocorrendo nesse período.

“A previsão climática é que nessa primeira quinzena do mês haveria mais chuva na região do que na segunda quinzena”, acrescentou.

Levando em consideração que o município de Campos tem um perfil de clima semiárido, o meteorologista informou que foi verificado, por exemplo, em certa época, num intervalo de 40 anos de dados, que até o final do século passado e início dos anos 2000, que ocorreu uma diminuição de cerca de 20% a 30% de chuva anual, não só em Campos, mas em parte da região Norte Fluminense.

“Então isso nos leva a pensar que a região [Norte Fluminense] esteja sentindo um processo de diminuição de chuva que pode levar a um clima semiárido”, finalizou.