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segunda, 10 de dezembro de 2018

Esteticista conhecida como ‘Dani bumbum’ é solta após um mês na cadeia

Publicado em: 16/11/2018 12:25

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A esteticista Danielle Cândido Cardoso, também conhecida como Dani Bumbum, responsável por fazer um preenchimento que levou a morte da microempresária Fernanda do Carmo de Assis, de 29 anos, foi solta nesta quinta-feira. Presa desde o dia 17 de outubro, quando se apresentou na 31ª DP (Ricardo de Albuquerque) após ter a prisão temporária decretada pela Justiça, Dani Bumbum conseguiu a revogação da prisão temporária na última sexta-feira. Já o alvará de soltura foi despachado nesta quarta-feira, no Tribunal de Justiça do Rio.

Na decisão, afirma-se que "a prisão cautelar deve estar embasada em elementos que demonstrem a sua efetiva necessidade". O texto destaca que o delito não foi cometido com violência ou grave ameaça à pessoa e que a acusada possui endereço certo, além de ter se apresentado espontaneamente na delegacia. A decisão cita ainda que Dani Bumbum tem uma filha de 10 anos de idade, o que traz a possibilidade da prisão domiciliar. "Não há elemento concreto a demonstrar que a acusada deva permanecer com sua liberdade cerceada até o desfecho do processo".

No entanto, apesar da soltura, foi determinado que Dani Bumbum cumpra medidas cautelares, como, por exemplo, o comparecimento mensal ao juízo até o dia 10 de cada mês, comparecimento a todos os atos do processo para os quais seja intimada, não mudar de endereço sem comunicar e nem manter contato com testemunhas relacionados ao fato. No último dia 26 de outubro, a 1ª Vara Criminal do Rio chegou a negar um pedido de liberdade provisória feito pela defesa de Danielle.

Procedimento custou R$ 1 mil

Fernanda do Carmo de Assis morreu nove dias após se submeter a um procedimento estético, feito por Dani Bumbum. A profissional injetava silicone industrial nas pessoas que a procuravam como se fosse metacril. Por cada litro cobrava R$ 3,5 mil, conforme contou à polícia uma dona de casa que, em 2016, injetou um litro e meio do produto nos glúteos. Ela cobrou R$ 1 mil pelo preenchimento feito nos glúteos e nos lábios da microempresária. O procedimento foi feita na casa da vítima.

Alex Fernando, companheiro da microempresária, afirmou à polícia que recebeu um telefonema de Danielle dizendo que essa foi a primeira vez que acontecia uma morte após um procedimento que ela tenha realizado. Disse, também, ter transferido R$ 200 para a conta de Alex. Foi assim que ele descobriu o nome completo da suspeita.

Fonte: Extra