Censanet

notícias

notícias da região
tecnologia

quinta, 19 de outubro de 2017

Capa

Alunos e comunidade repudiam instalação do Criaad em escola

Alunos do Colégio Estadual José do Patrocínio e comunidade do Parque Leopoldina e adjacências repudiam a instalação do Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente (Criaad) na unidade escolar. Segundo informações de uma fonte, um engenheiro do Novo do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) e representantes da Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) teriam se reunido nesta quarta-feira (18/10) com duas diretoras e informaram que vão iniciar a limpeza das salas vazias e as obras terão início no próximo dia 30.

A Coordenadoria Regional do Norte Fluminense recebeu no mês passado uma autorização da Seeduc, no qual informa que houve uma assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) no Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) concedendo a autorização provisória de ocupação de parcela aproximada de 3.800 metros quadrados do imóvel situado na Rua Cora de Alvarenga, no Parque Leopoldina, em Campos, ao Degase.

Segundo informa, a autorização decorre da necessidade de utilização de parcela do imóvel pelo Degase para implantação do Criaad. Deverá o Degase proceder a suas expensas as intervenções necessárias à separação de parcela que será utilizada pelo Criaad sob parcela utilizada pela unidade escolar estadual e, ainda, construir na parcela utilizada pela unidade escolar, os espaços imprescindíveis à instalação de áreas que se encontravam em funcionamento na unidade escolar, tais como: biblioteca, salas de esportes e culturais, caso seja não seja possível a realocação desses espaços nas dependências da unidade educacional.

De acordo com a fonte, vai acabar sobrando para a escola a responsabilidade de ressocializar os internos do Criaad. “Vai ocorrer evasão escolar. Estão querendo acabar com a escola. Não somos contra a ressocialização, mas que seja feita em ambientes onde não há alunos que estão com etapas vencidas e encaminhadas para o futuro”, revelou.

A fonte informou, ainda, que dois abaixo assinados foram confeccionados: um pelos alunos e outro pela comunidade, que já foi encaminhado para o Ministério Público. “Ficamos sabendo que este processo está tramitando desde 2009 e que corre em sigilo. Acontece que descobrimos que no Criaad há superlotação e estão querendo uma área para colocar os menores infratores, e viram que no José do Patrocínio tem espaços vazios, que seriam utilizados para projetos que iniciariam ainda este ano em parecerias com universidades da região”, revelou.

Em nota, o Degase esclarece que está sendo estudada a possibilidade de utilização do espaço citado, porém, não serão descartados outros imóveis na região que também atenderiam as necessidades do Departamento. Informamos, ainda, que não há nenhuma definição de como os locais serão utilizados, assim como nenhuma data foi fixada para o início de qualquer atividade na região.

59e8eb02577f68.36294170
Banner